Além dos muros da universidade
Além do clássico “adquirir conhecimento”
a universidade tem sido pra mim uma experiência de vida: sair do conforto e
segurança garantida da casa dos pais para uma cidade desconhecida, pessoas
diferentes e novas responsabilidades.
A fotografia acima pode remeter a uma
montagem, uma criação do fotógrafo extremamente pensada a fim de passar sua mensagem.
Não é. Cada peça nela já estava nesses mesmos lugares quando me deparei com
elas no canto esquerdo da sala do diretório acadêmico da psicologia. Nas duas
vezes anteriores nais quais estive ali presente foram por questões banais, mas
ainda me lembro de me encantar com o espaço.
Gostei. Das cores, dos objetos, das
frases que depois de lidas gostei ainda mais, pois representa pra mim muito do
que a psicologia da UFU é: um lugar de política (D.A), de crescimento (“o que
eu sou, eu sou em par. Não cheguei sozinho.”), de luta (“corpo livre, pátria
livre”), de realizações (“louco é quem me diz que não é feliz”), de paixões (“o
amor é livre”, “Se nada nos salva da morte, que o amor nos salve da vida”).
Remete-me a um lugar que eu não pertenço
da universidade, um lugar de política e discussões acerca do meu próprio curso,
apesar de saber da importância da sua existência e de suas decisões.
A insatisfação dos alunos também está
presente na fotografia: “caguei”. É também um lugar de revolta, de ânsias e medos
que todos vão passar, no começo ou no final.
Esse retrato,
recorte, reflexo da realidade de um pedacinho da Universidade Federal de
Uberlândia me deixou depositar sobre ele meus significados e me permitiu
refletir um pouco sobre mim mesma e esse espaço que ocupo todos os dias e do
qual me aproprio de coisas que vão muito além de uma graduação.
Por: Leticia Carolina Boffi 11511PSI008
Letícia, fui parte do D.A. durante meu tempo de graduanda, em um momento da minha vida em que estava muito bem comigo mesma e por isso mesmo disponível para me envolver assim com tanta "informação". Esse espaço é muita coisa junto e assim nos ensina muito sobre o que é o próprio estar junto. Sua fotografia me lembra tudo que eu sentia nessa época e fiquei feliz de rever um canto com tanta história literalmente impressa nas paredes, e penso no quanto podemos nos imprimir em cada lugar que percorremos.
ResponderExcluir- Babi