Dada a missão de fotografar algo não visto que me remetesse ao significado da universidade, saí perambulando sem rumo pelas ruas e blocos, pensando no que a universidade significa para mim. Me perdi em meus pensamentos, mas pude concluir que apesar das angustias, medos e ansiedades, para mim, a universidade tem sido um espaço de conhecimento, de contato, de questionamento, de rompimento com “a bolha”. Assim, com esse pensamento formado, imediatamente me remeti às enormes árvores que sempre me chamaram muita atenção e pareciam se conectar com a ideia de crescer e transcender. Fui até a árvore em frente ao bloco 2C, que sempre esteve próxima a mim, eu reconhecia seu esplendor, mas nunca havia reparado em seus detalhes. Me aproximei e vi que se tratava de um pequeno conjunto de arvores, mas o que mais captou a minha atenção, algo que eu nunca havia reparado previamente, mas que era responsável por toda sua magnitude, foram suas raízes. Nesse momento tudo se conectou e sabia que essa era a imagem que eu queria fotografar. Suas raízes poderosas rompem com o rígido asfalto que molda as ruas e que impede qualquer crescimento, metáfora perfeita para todas essas concepções e também expectativas que tenho em relação à universidade.


Maria Eduarda Matos

Comentários

  1. Maria Eduarda, fiquei pensando que quase não olhamos para as raízes das árvores, que é o que as mantém em pé, seguras, que fazem delas o que elas são, da mesma forma que ao olharmos para o outro, muitas vezes nos esquecemos de que ele possui uma história que o constitui e que dá base à tudo que ele é e faz, à todas as suas escolhas.

    - Babi

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