Esse é Davi. Conheci ele na última terça-feira (02/05). Eu estava sentada, lendo, em uma mesa na frente do 2c quando ele se aproximou, se apresentou e começou a conversar comigo. Foi a primeira vez, em quase 5 anos sentada, lendo, em mesas na frente do 2c que isso me aconteceu. Um encontro com um completo estranho, com quem eu compartilhava não só o espaço da universidade, mas também (como mais tarde descobri) tantos sentimentos e percepções sobre ela.
Davi me contou como está sendo a experiência para ele nesse primeiro ano no Brasil, e se surpreendeu por eu saber a localização geográfica de Honduras, seu país natal. Conversamos sobre as diferenças e diversidades - de línguas, lugares, experiências, gostos. Foi um encontro inusitado que proporcionou uma riqueza de trocas. Propus a ele um passeio pelo campus, uma andança para ver e não só olhar. O tempo era curto, mas muita coisa foi vista, (des)construída, pensada e dividida.
A fotografia que escolhi, dentre as inúmeras que tiramos, não poderia deixar de mostrar Davi e tudo que ele representou e significou para mim naquela tarde. Momentos e gestos tão singelos, mas que me fizeram perceber o outro na universidade. O estrangeiro, também acolhido pela UFU, também sujeito desse espaço, estudante do todo e tudo que nos é oferecido. Davi me fez pensar na adaptação, na familiaridade, na coragem e no medo. Mais do que isso. Davi me fez sentir!
Isabela Barros Marquez

Incrível! Parece até coisa de filme! Como que um encontro pode dar abertura pra tantas facetas? Achei interessante você escolher falar do outro na Universidade, dessa coisa orgânica, a gente faz a universidade, ela n é algo estático, é algo em movimento, que se dá nesses encontros, que podem ser encontro com outros alunos e funcionários, com a própria arquitetura, com a natureza, com as decepções, com os aprendizados, com as paixões.. enfim! A universidade é feita de muita coisa... Adorei você ter nos lembrado de que ela também é feita de gente, as vezes tão diferentes!
ResponderExcluirQue legal Isabela, fiquei curiosa pra saber como foi o processo de fotografar, se vocês conversaram sobre isso... Se foi uma foto espontânea... Engraçado como ao se abrir para explorar lugares que nunca foram visos por você antes, você também se encontrou com gente que nunca foi vista por você antes. Talvez poderiam até ter se cruzado nas ruas da UFU, mas não reparado um no outro...
ResponderExcluir- Babi