Esta imagem é de um lugar que, mesmo que passe batido à percepção de muitos, é imagem comum aos olhos de vários. Várias vezes ao dia, vários alunos por ali passam e de nada podem fazer, a não ser buscar outro caminho em que possam perpassar adentro do campus.
A grade é resultado da separação de uma rua que sai fora do perímetro do campus, desfazendo a continuidade do sentido que ela propõe. A grade faz surgir o término não só de uma rua, mas de duas. Acaba-se a rua que saria do campus e acaba-se a rua que entraria no campus. Do lado de lá da grade, a rua encerra seu sentido e sinaliza que se retorne, contra seu próprio fluxo.
Não estou aqui para falar de barreiras. Estou aqui para falar de sentidos, decisões e caminhos.
Visualizando esta imagem, liberto-me a pensar na Universidade como espaço cercado de caminhos que, por algumas vezes, nos "barra" e nos propõe a retornar pelo mesmo sentido que chegamos. E na volta, na luta contra o fluxo que somos jogados a seguir, nos deparamos com a possibilidade da construção de novos sentidos que nos ajudam a encontrar outros caminhos que possam dar continuidade a jornada de cada um dentro da Universidade.
É impossível afirmar que apenas as decisões que tomamos guiam os nossos caminhos, seja na vida ou seja só na Universidade. Como também é impossível dizer o contrário. Entretanto, se partimos para nossas decisões avaliando os sentidos que daremos a elas, o sentido do caminho a ser trilhado se torna menos complexo. E, se por algum momento, essas decisões levarem a caminhos onde o sentido não se faz mais presente, não será vergonhoso um novo retorno em busca de um melhor sentido e caminho a seguir.

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