Depois de voltar de viagens para lugares que sempre me
disseram as pessoas serem encantadores, sentia que algo faltava... O problema
devia ser eu... não fui aos lugares corretos. Não vi o que deveria ser visto,
pois de nada tinham esses lugares de mágicos. Apenas recentemente, passei a
perceber que onde estou é construído pelas relações e histórias que sou capaz
de contar.
Tais tramas, que desenvolvo, existem, na verdade, para me darem chão,
para que saiba fincar minhas raízes por onde estou andando. Seguir devagar,
conseguir respirar nesse espaço que agora, depois de deixar minha cidade, chamo
de casa, é um dos principais obstáculos que enfrento.
Não sei bem o caminho que vou tomar depois.
Desejo apenas que eu tenha luz para que meu olhar ilumine o meu lugar,
e que seja um sol manso.
embora
espere pouco, sinto que o amanhecer desse céu, ainda é um sol que brilha, e
afaga.
Olhado o horizonte, tudo o que há é
caminho.
Não importa como seja, sei que sozinha não vou, /sou.
Não importa como seja, sei que sozinha não vou, /sou.
Bruna

Bruna, sua fotografia e seu texto me fizeram lembrar de mim mesma (claro). Eu venho de uma família muito próxima, muito amorosa e unida e não sabia como iria encontrar conforte e quentura longe das paredes da casa dos meus pais. Quando cheguei no corredor do 2C pela primeira vez ele estava decorado com muitas borboletas. Penduradas no teto, nas paredes, formando cortinas e me fazendo passar por elas. Não sei se você já reparou, mas gosto muito de borboletas, e foi ali que me senti em casa por muito tempo. A desterritorialização é difícil, mas nos faz construir outro chão e dar novos passos.
ResponderExcluir- Babi
Babi, agradeço seu comentário, é importante para mim..
ExcluirEu fiquei contente em saber que você também gostou do corredor decorado, eu sinto falta dele assim.. contando as histórias dos alunos que já tinham acumulado muitas
e SIM! eu reparei hahaha
e tem razão, construir outros lugares para pisar e seguir diferente é difícil, mas a vida exige
beijo